Yom Kipur

Yom Kipur

Yom Kipur (em hebraico יום כיפור) é o mais importante e sagrado dos feriados judaicos, o "Shabat dos Shabatot". É o dia da expiação ou do perdão, sendo assim, uma festividade solene caracterizada pelo jejum e o auto-exame. Em Yom Kipur, culmina os Dez "Dias terríveis" ou de Penitência que começam com o Ano-Novo judaico (Rosh Hashanah). É um dia de jejum que dura 25 horas, começando ao pôr-do-sol na véspera e continua até o cair da noite no dia seguinte. O Yom Kipur é celebrado em 10 de Tishrei e que neste ano, de acordo com o calendário ocidental, cairá no dia 25 de setembro de 2009.


História e origem

O feriado de Yom kipur foi instituído na época do segundo Templo pelos sacerdotes. Em seu início, celebrava a libertação do povo judeu das impureza rituais, mas atualmente, o seu significado é o de libertação do indivíduo e um dia de regeneração moral e pureza ética.
A origem e o significado do Yom Kipur encontram-se na Torá em Vayicrá/Levítico 16:29-31: "E isso será para vós por estatuto perpétuo; no 7º mês, no dia 10 do mês, afligireis as vossas almas, e vós não fareis obra alguma, nem o natural nem o peregrino que habitar entre vós. Porque neste dia se fará expiação por vós, para purificar-vos de todos os vossos pecados; diante do Eterno sereis purificados. Shabat de descanso total é para vós, e afligireis vossas almas; estatuto perpétuo".
E também em Vayicrá 23:26-32: "E o Eterno falou a Moisés, dizendo: "Mas aos 10 dias deste 7º mês é o Dia das Expiações [Iom Hakipurim]; convocação de santidade será para vós, e afligireis as vossas almas e oferecereis oferta queimada ao Eterno. E nenhuma obra fareis neste mesmo dia, porque é Dia de Expiações, para expiar por vós diante do Eterno, vosso D'us. Porque toda alma que não se afligir neste mesmo dia será banida de seu povo. E toda alma que fizer alguma obra neste mesmo dia, destruirei aquela alma do meio de seu povo. Nenhuma obra fareis; estatuto perpétuo será para vossas gerações, em todas as vossas habitações. Dia de descanso solene é para vós, e afligireis as vossas almas; aos 9 dias do mês à tarde, de uma tarde à outra, celebrareis o vosso dia de descanso".


O feriado

Em Hosh Hashaná, D'us abre o livro da vida e da morte e julga uma grande parcela da humanidade. Mas Ele concede dez dias de interrupção para o arrependimento e ao fim do Yom Kipur, fecha novamente o livro, selando o destino de cada um para o ano vindouro. Aqueles que se arrependem dos seus pecados, recebem um feliz e bom ano novo. Mas esse período de julgamento não deve ser entendido como uma ocasião de angústia, pois os "dias terríveis" não possuem caráter de tristeza, pois D'us nunca é arbitrário em seu julgamento, sendo assim, deve-se confiar no poder do arrependimento e na benignidade Divina.


Véspera do Yom Kipur

O Yom Kipur é o dia de se pedir perdão por promessas quebradas ou pecados cometidos para com D'us. Já a véspera, é reservada para pedir perdão das promessas não cumpridas ou pecados cometidos contra o nosso semelhante. Sendo assim, D'us não concede automaticamente o seu perdão a todos, e só perdoa aqueles pecados cometidos contra Ele. Promessas ou pecados cometidos entre pessoas, deve-se pedir perdão diretamente contra a quem se pecou ou a quem ajudou a pecar.
A véspera do Yom Kipur é dedicada também à alimentação. Diz a tradição judaica, que aquele "que come no nono dia de Tishrei e jejua no décimo, é como se tivesse jejuado os dois dias". Nesse dia, deve-se concentrar em se alimentar bem e assim, preparar-se para o jejum.
Antes do pôr-do-sol, todos reúnem-se na sinagoga e os homens colocam o tallit, xale de orações, que normalmente não são usados à noite, até que se inicie o serviço de Yom Kipur ao cair da noite.


O serviço, jejum e proibições

A maior parte do feriado de Yom Kipur é passado na congregação em orações, súplicas, confissões coletivas e abstêm-se de ingerir qualquer alimento ou bebida, inclusive água. A essência do jejum é o arrependimento.
Além de comer e beber, não se pode também: usar loções, cremes ou perfumes, relações maritais, lavar-se ou tomar banho e vestir calçados de couro.
O jejum é obrigatório para todos os adultos, a fim de obter o perdão de D'us.

O serviço de Yom Kipur é iniciado ao cair da noite com o Chazan (cantor litúrgico) recitando o Kol Nidrei que é repetido três vezes, sendo cada vez com voz mais alta. O Kol Nidrei recorda as perseguições sofridas sob a inquisição espanhola que forçou 150.000 judeus a abdicar a própria fé e compulsoriamente adotar o Catolicismo. Esse cântico é um apelo para os que abandonaram o judaísmo retornem para sua antiga fé e enfatiza a necessidade de manter votos e promessas, já que violar um juramento é um dos piores pecados. O auge do serviço ocorre ao final do Yom Kipur com a Neilá, que proporciona a última oportunidade para o arrependimento. Trata-se de uma oração que proclama o verdadeiro anseio do fiel em ser acolhido pela compaixão de D'us, que não deseja a condenação dos maus, nem a destruição do mundo, mas a sua conversão. O serviço litúrgico e a celebração do Yom Kipur é concluído ao proclamar sete vezes: "O S-nhor é D'us, o S-nhor é D'us!" e em seguida com o sopro do Shofar, reafirmando a soberana esperança de Israel em ver "a maldade se esvair como a fumaça e o Reino de D'us triunfante em todo o mundo (...) quando todas as criaturas humanas se agruparem num só feixe para cumprir a vontade de D'us com um coração perfeito".
A Neilá é o único serviço litúrgico do judaísmo em que as portas do Heichal ou Aron Kodesh (a arca onde ficam guardados os Sifrei Torah, os rolos da Torah) permanecem todo tempo abertas, o que significa que estão abertas as portas do céu naquele momento.
Ao se levantar para sair da sinagoga, é um costume um cumprimentar ao outro dizendo: L'Shana ha-baa b'Yerushalaim!, ou seja, no ano que vem, em Jerusalém. Aquele que foi cumprimentado dessa forma, responde: Amém.
Grande parte dos judeus, inclusive os que estão afastados, costuma observar o Yom Kipur, seja em sua totalidade ou parcialmente, indo a sinagoga. Trata-se da única celebração judaica que não possui qualquer significação histórica, tendo somente um sentido essencialmente religioso.


Vidui

Ou confissão, é uma parte de suma importância na liturgia de Yom Kipur e que relaciona todo tipo de pecado, alguns dos quais, poderia-se nem pensar em cometê-los, mas mesmo assim, solicitamos a D'us o perdão por esses pecados, já que no Vidui falamos em nome de todos os judeus, não apenas por nós próprios. Ele nos auxilia a meditar sobre os pecados cometidos e confessá-los verbalmente, sendo parte do arrependimento ao se solicitar o perdão de D'us.


Vidui

Elohênu velohê avotênu, tavô lefanêcha tefilatênu veal tit'alam mitechi natênu, sheên anu aze fanim ukshê óref lomar lefanêcha Adonai Elohênu velohê avotênu tsadikim anáchnu velo chatánu, aval anachnu vaavotênu chatánu.
[Ao citar cada uma das confissões a seguir, deve-se bater levemente sobre o coração o punho direito e cerrado].

Ashámnu, bagádnu, gazálnu, dibárnu-dófi. Heevínu vehirshánu, zádnu, chamásnu, tafálnu-shéker. Iaátsnu ra, kizávnu, látsnu, marádnu, niátsnu, sarárnu, avínu, pashánu, tsarárnu, kishínu-óref. Rashánu, shichátnu, tiávnu, taínu, titánu.
Sárnu mimitsvotêcha umimishpatêcha hatovim velo sháva lanu. Veata tsadic al col haba alênu, ki emet assíta, vaanachnu hirshánu.


Vidui em português

Nosso D'us e D'us de nossos pais, que a nossa oração chegue até a Tua presença. Não te esquives de aceitar nossas súplicas, pois não somos tão arrogantes e obstinados a ponto de declarar, diante de Ti, Eterno, nosso D'us e D'us de nossos pais, que somos justos e que não pecamos. Mas, pelo contrário, nós e nossos antepassados pecamos.
Pecamos, traímos, roubamos, falamos em linguagem vil. Cometemos iniqüidades e praticamos o mal, pecamos intencionalmente, praticamos atos de violência, forjamos falsidades. Aconselhamos ao mal, mentimos, escarnecemos, rebelamo-nos, blasfemamos, juramos em vão e falsamente, transgredimos, oprimimos, fomos obstinados. Agimos mal, corrompemos, procedemos abominavelmente, desencaminhamo-nos, enganamos.
Desviamo-nos dos Teus bons preceitos e das Tuas ordenações, e isso não nos trouxe proveito. Mas Tu és justo em tudo quanto vem contra nós, pois Tu fizeste a verdade e nós praticamos o mal.

Toque do Shofar



Comentários

  1. Porque "Deus" não pode, mas "D´us" pode? Qual a diferença se o Nome é YHWH?

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  2. É verdade, preciso me policiar. Esse artigo nao é meu, eu copiei de um site messianico *rs

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  3. É tão "desanimante" qdo a gente entra nos blogs q tem post velho, desatualizado.. Humpft! Quem sabe mais tarde né?

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